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Fábrica de remédios

Foz do Iguaçu tem o único laboratório municipal apto a fabricar mais de 40 tipos de remédios para a população de baixa renda

Outubro/2003

Edição 45

 

O Laboratório Municipal de Produção de Medicamentos distribuiu
1,4 milhão de remédios à população de baixa renda

Melhorar a saúde pública municipal. Esse era um dos motes do prefeito Sâmis da Silva quando iniciou sua gestão, em Foz do Iguaçu, 637 km de Curitiba.
Um projeto para a construção e instalação de uma indústria de medicamentos foi apresentado por Cláudio Rorato, vice-prefeito do município, e clareou os caminhos para a melhoria.
Com um investimento de R$ 137 mil nas obras e R$ 250 mil em maquinários e vidrarias, a PMFI inaugurou o Laboratório Municipal de Produção de Medicamentos, em maio de 2002, o único sob administração municipal.



A prefeitura reduziu custos
para abastecer as farmácias



Com a produção de medicamentos, a prefeitura reduziu custos para abastecer as farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS), com disponibilidade imediata ao pedido. “O município evita atrasos na entrega pelos fornecedores e a morosidade dos processos licitatórios, que freqüentemente significam falta de medicamentos nas farmácias do SUS”, explica Valéria Piazza, diretora de Produção de Medicamentos Básicos, ligado à Secretaria de Saúde. Só durante o ano passado, o laboratório distribuiu 1,4 milhão de remédios à população de baixa renda. Os medicamentos foram distribuídos nas farmácias gratuitamente, mediante a apresentação das receitas prescritas pelos médicos do SUS. Conforme Piazza, o total de medicamentos distribuídos é como se toda a população de Foz tivesse ido pelo menos duas vezes às farmácias do sistema no período. “Estes resultados são altamente satisfatórios para nós”, avalia.
De acordo com levantamento do departamento, foram realizados 468 mil atendimentos em 2002 - média de 39 mil por mês. Atualmente, a fábrica produz 42 tipos de medicamentos entre xaropes, expectorantes, analgésicos, antitérmicos, antiinflamatórios, diuréticos, anti-sépticos, vermífugos, vitaminas e ainda remédios para hipertensão, asma, úlcera, vermes, circulação e diabetes. Outros seis (xaropes, vitaminas e antibióticos) estão em fase de implantação. Valéria informou que os medicamentos passaram pelo processo de aprovação do controle de qualidade para serem oferecidos à população. A PMFI também quer que a fábrica produza os remédios receitados no Programa de Saúde Mental, fechando o atendimento do SUS. A expectativa é atingir esta meta em 2004, quando o laboratório terá concluído os dois anos iniciais de funcionamento como exige a legislação.
Para atender a demanda, a produção em comprimidos chegou a cinco milhões de unidades.



Os medicamentos são distribuídos
nas farmácias do SUS gratuitamente



Os comprimidos são acondicionados em frascos que são rotulados e lacrados até serem entregues aos pacientes que recebem sempre o suficiente para o tratamento receitado. A produção em remédios líquidos chegou a 1,2 milhão de mililitros. A produção é padronizada e a equipe
busca convênios científicos para a produção de medicamentos.
A diretora de Produção de Medicamentos Básicos diz que a proposta para 2003 era ampliar o espaço e a produção até 70 itens. Os remédios são produzidos numa área de 570 m², com 14 salas internas e estrutura sanitária, no prédio da Saúde Plena (Vila Yolanda).



A estimativa é que a fabricação
total salte para 900 mil unidades mensais



O projeto licenciado no Ministério de Saúde vem chamando atenção de municípios do Brasil e até do Alto Paraná (Paraguai). Além de beneficiar a população, a produção comprovadamente reduziu os gastos do município. A produção é permanente, de modo a não atrapalhar o atendimento feito nos postos e núcleos de saúde, inclusive no recesso e nas férias coletivas da prefeitura. “O trabalho continua normalmente para garantir o abastecimento das farmácias públicas”, garantiu Valéria Piaz-za. O Laboratório de Produção de Medicamentos de Foz do Iguaçu pretende aumentar em 50% a capacidade de produção. A estimativa é que a fabricação total dos 40 itens salte de 600 mil para 900 mil unidades mensais. Para viabilizar o acréscimo na produção, a Secretaria de Saúde vem estudando a possibilidade da compra de duas novas máquinas de envase de líquidos e outra de comprimidos e cápsulas.

Uma equipe de farmacêuticos, bioquímicos e auxiliares
técnicos garantem a produção dos medicamentos

Os novos equipamentos possuem tecnologia automática. Esse fator, deve ser preponderante para a agilidade no processo de fabricação dos medicamentos. Também está sendo estudada a ampliação do espaço físico ocupado pelo laboratório e aumento na compra de insumos para a produção dos medicamentos. Hoje, a prefeitura de Foz gasta mensalmente cerca de R$ 83 mil na aquisição da matéria-prima. A iniciativa, de acordo com a diretora do Departamento de Produção de Medicamentos, baseia-se no aumento da procura por medicamentos nas farmácias públicas.
Valéria analisa que “antes somente a população de baixa renda procurava pelos postos e medicamentos. Agora, a cada mês, observamos que pessoas que têm melhores condições financeiras também procuram pelo atendimento, pois vêem no serviço do laboratório, uma forma de economizar”. No início da administração Sâmis da Silva os números apontavam um registro médio/mês de 10 mil atendimentos nas farmácias dos postos. Com a implantação da fábrica de remédios, este número subiu para 39 mil receitas, sempre com solicitações entre um até seis tipos de medicamento.
Os remédios não disponíveis na indústria farmacêutica são adquiridos através de licitações, conforme a lei, sempre obedecendo à lista padronizada pelo Ministério da Saúde, que determina quais remédios devem ser adquiridos pelo município para atender as necessidades dos pacientes.



O número de atendimentos subiu
para 39 mil receitas por mês



A fábrica de remédios possui uma equipe de farmacêuticos, bioquímicos, farmacêuticos industriais e auxiliares técnicos, que garantem a produção dos medicamentos. Há uma proposta na Câmara Municipal, do ve-reador Marcelinho Moura (PMDB), para transformar o laboratório em uma fundação.
A medida, segundo a proposta, vai possibilitar a prefeitura assinar convênios com prefeituras de outras cidades e estados para fornecer os genéricos produzidos no local. “A transformação do laboratório numa fundação, vai possibilitar a comercialização dos genéricos produzidos em Foz, com os municípios lindeiros ao Lago de Itaipu e Parque Nacional e demais cidades do Oeste Paranaense”, disse o vereador. Ele acredita ainda que a prefeitura também poderá vender os medicamentos para cidades do Paraguai e Argentina próximas à região das três fronteiras.
O vereador Marcelino Moura acredita que entre 30 e 40 municípios já demonstraram interesse em adquirir os remédios do laboratório. “A medida vai possibilitar um aumento e mais agilidade na produção, criar novos empregos, melhorar a economia local e investimentos na área de saúde”.


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