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Salto do Yucumã

No Parque Estadual do Turvo, o Yacumã é o maior salto longitudinal do mundo, com 1.800 metros de extensão nas águas do rio Uruguai.

Fevereiro/2001

Edição 17

 

O canal chega a uma profundidade de 120 metros e a cachoeira,
formada por várias quedas d’água ligadas uma na
outra, atingem até 15 metros de altura

Incrustado às margens do Rio Uruguai e envolto pelo Rio Turvo a oeste, e pelo Rio Parizinho a leste, o Parque Florestal Estadual do Turvo com área de 17.492 ha, espraia-se verdejante por quase 50% da área do município de Derrubadas, localizada na região noroeste do Rio Grande do Sul, fronteira com a Argentina e com Santa Catarina.
Muito mais do que a mata, os banhados e lajeados que o compõem, e que por si só já mereceriam uma visita, o que realmente atrai turistas ao parque é o Salto do Yucumã que em tupi guarani significa "Grande Roncador".
O salto é uma queda d'água longitudinal com 1,8 mil metros de extensão ao longo do Rio Uruguai, de rara beleza. O canal chega à profundidade de 90 a 120 metros e as cascatas, quando o rio está baixo, atingem 12 a 15 metros de altura, nas águas do rio Uruguai.
Não há quem não se extasie diante da paisagem. O Yucumã é reconhecido como o maior salto em extensão do mundo.



É reconhecido como o maior
salto em extensão do mundo



O rio, que nasce no oeste catarinense, desce com seu leito normal até a altura do parque e neste ponto forma uma espécie de cachoeira ao longo de quase dois quilômetros, como se fossem várias quedas d’água, uma grudada na outra.
O salto consiste numa fenda de rocha basílica no sentido curso do Rio Uruguai, onde as águas despencam, formando uma cortina de águas brancas e revoltas. Como pano de fundo, temos as matas verdejantes da reserva ecológica Tucumã, na Argentina.
Pela peculiaridade de ser uma queda d'água no sentido longitudinal do rio, o salto fica totalmente encoberto pelas águas nas épocas de cheias do rio, sendo que quanto maior for a estiagem mais belo ele se mostra.
Depois do salto, o Uruguai volta ao seu leito normal, limitando o Rio Grande do Sul com a Argentina, e depois este país com o Uruguai.
Esta unidade de conservação é administrada pelo Departamento de Recursos Naturais Renováveis, da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, e é um dos maiores e mais preservados parques do estado.
A mata virgem da floresta subtropical é de beleza ímpar com mais de 700 espécies de plantas que fornecem abrigo e habitat seguro para a reprodução de uma fauna extremamente rica, tais como: antas, cotias, pacas, porcos do mato, veados, serpentes e aves.
Protege também várias espécies ameaçadas de extinção como a onça pintada, o puma, o leão baio, a lontra, o bugio e a jacutinga, que praticamente desapareceram de outras regiões do estado. A caça e a pesca são proibidas.
O percurso do portão de acesso ao Parque do Turvo, na exuberância da floresta primitiva, até a área do Salto do Yucumã, é de 15 quilômetros de mata virgem.



Fica totalmente encoberto pelas
águas na época de cheia do rio



Ao longo da estrada sombreada por grápias, cedros, angicos, louros centenários, corticeiras e canjeranas floridas, podem ser apreciados recantos como a Lagoa das Marrecas, a Clareira das Antas, e animais silvestres que atravessam a estrada.

O Moamby – Movimento Ambientalinsta Yucumã, juntamente com a Administração Municipal de Derrubadas, está realizando um trabalho de concientização ambiental

Junto à área do salto, o parque oferece cabanas com churrasqueiras, mesas, água encanada, pias e banheiros. Não há comércio algum no local.
Percorre-se então, aproximadamente 800 metros por entre trilhas de mata ciliar, e de súbito, num rasgo de extrema beleza, a natureza nos brinda com a grandiosidade do Salto do Yucumã.



Podem ser apreciados recantos como
a Lagoa das Marrecas e Clareira das Antas



O Parque do Turvo possui uma área de 174 quilômetros de mata virgem com fauna e flora abundantes, sendo o último refúgio de onças pintadas do estado. É uma das áreas mais ricas em espécies vegetais.
A visita ao local é permitida de quartas-feiras a domingos, das 8h30min às 17h30min.
Por sua característica única e bela, o Salto do Yucumã é considerado uma das Sete Maravilhas do Rio Grande do Sul e começa a receber maior atenção da Embratur que iniciou um trabalho que visa a atração de turistas para a região noroeste, num projeto que prevê a geração de empregos e renda e a preservação do meio ambiente.
Na região começa a ser concretizada a Rota do Yucumã, projeto que deve envolver dezenas de municípios que oferecerão produtos e serviços aos turistas. Entre os atrativos estão festas, artesanato (inclusive indígena), minizoológico, pedras preciosas e comidas típicas.
Na Região das Missões, encontra-se um dos mais ricos patrimônios históricos do Brasil, as ruínas das reduções jesuíticas. Após visitar o Salto do Yucumã, o turista pode esticar o passeio à zona das estâncias hidrominerais, com destaque para Iraí, Marcelino Ramos e Vicente Dutra.
Antes de planejar uma viagem até o Parque Nacional do Turvo, entretanto, é preciso estar atento para um detalhe: o Yucumã é periódico. O salto só aparece quando o Uruguai está baixo. Por isso, é aconselhável que o passeio seja feito entre os meses de outubro e março, durante a primavera e o verão.
Durante esse período do ano, a paisagem da região fica ainda mais bonita. Com pouca água, metade do leito do rio fica seca, aparecendo milhares de pedras, de todas as formas e tamanhos, que servem de caminho para os visitantes chegarem bem pertinho das cachoeiras.
O Parque Estadual do Turvo foi a primeira unidade de conservação criada no Rio Grande do Sul, em 1947. Além de preservar a última grande porção da floresta do Alto Uruguai, é habitat de diversas espécies ameaçadas de extinção, entre elas os últimos exemplares de onças pintadas.



Projeto de atração turística
deve envolver dezenas de municípios



Devido ao seu riquíssimo patrimônio em biodiversidade, o parque recebe anualmente pesquisadores de todo o mundo, que encontram material genético de fauna e flora, nichos ecológicos, peculiaridades de vegetação e hidrografia, necessários ao desenvolvimento de suas pesquisas.

Na época da seca, metade do leito do rio fica à mostra, permitindo que os visitantes cheguem bem próximo das cachoeiras saltando pelas pedras

Na década de 80 foi desenvolvido o "Projeto Felinos", que visava identificar, catalogar e monitorar o deslocamento e migração dos felinos existentes no Parque.

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