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Rodoanel Mário Covas

Neste ano o governo do Estado de São Paulo deve concluir o primeiro trecho do anel viário que vem sendo construído em torno da capital

Julho/2002

Edição 33

 

O desenho mostra o traçado do Rodoanel Mário Covas, que terá
170 quilômetros de extensão

Ultrapassando o conceito de engenharia civil e entrando numa concepção maior,“o da engenharia pensando o social”, as obras do Rodoanel Mário Covas já começam a agregar novos contornos à malha viária do Estado de São Paulo. Iniciado em outubro de 1998, o empreendimento é considerado por especialistas como um meio eficaz de diminuição dos problemas ocasionados pelo tráfego pesado de passagem (caminhões, ônibus interestaduais e carretas). Neste semestre, a Dersa (órgão executor do Rodoanel) prevê a conclusão do primeiro trecho - o trecho Oeste - com 32 quilômetros de extensão.



Cinco rodovias estarão
conectadas pelo trecho Oeste



O governo paulista compartilha esta opinião. Para o governador, Geraldo Alckmin, até o final de setembro toda a extensão deste trecho já deverá estar liberada. “O esforço que está sendo feito, aproveitando essa época que não chove, é para que todo o trecho Oeste seja entregue em 70 dias, ou seja, até o final de setembro”, avalia o governador, reiterando que a intenção do governo não é mais entregar trechos da obra, como estava sendo feito. “Pretendemos entregar toda a asa Oeste, inclusive as pontes sobre o rio Tietê, as passagens subterrâneas da rodovia Castello Branco e os dois túneis até chegar à rodovia Anhangüera”, destaca.
Como o próprio nome já diz, o Rodoanel, será um anel viário em torno da capital paulista, que interligará as principais estradas que a cortam, permitindo desviar o trânsito de caminhões e ônibus que hoje são obrigados a passar pela cidade. No total, ele apresentará 170 quilômetros de extensão que serão finalizados, segundo a Dersa, até 2007.
O Rodoanel Mário Covas também facilitará a circulação intra-metropolitana, garantindo uma ligação perimetral entre áreas de intensa atividade industrial, como o ABCD, Guarulhos e Osasco, com extensão ao Porto de Santos. As rodovias que terão acesso ao Rodoanel são a Fernão Dias (BR-381), a dos Bandeirantes (SP-348), a Via Anhangüera (SP-330), a Presidente Castelo Branco (SP-280), a Raposo Tavares (SP-270), a Régis Bittencourt (BR-116), a Presidente Dutra (BR-116), a Ayrton Senna da Silva (SP-70) e as que integram o sistema Anchieta (SP-150)/ Imigrantes (SP-160).
Aos benefícios diretos advindos com a redução do fluxo de caminhões em avenidas como as marginais dos rios Pinheiros e Tietê, cujo congestionamento chega, eventualmente, a mais de 150 km, somam-se outros. Hoje, o tráfego desordenado provoca um desperdício anual de 1,7 milhão de horas em congestionamentos e de 1,5 bilhão em litros de combustível.



Os municípios atingidos pelas
obras do Rodoanel receberam melhorias



Outro fator que contribuirá para a reorganização do trânsito será o deslocamento de empresas, hoje situadas no centro da capital, para as margens do Rodoanel. Um exemplo é a mudança de endereço da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), que está indo para as vizinhanças do trecho Oeste.
Além da diminuição de custos operacionais de transportes, o Rodoanel também tem como objetivo contribuir para a redução dos níveis de poluição, dos índices de acidentes de trânsito e para um melhor ordenamento do espaço urbano.

Casas onde foram reassentados os moradores que precisaram
ser retirados de suas residências devido as obras do trecho Oeste

Uma das características mais marcantes deste empreendimento é que ele está sendo praticamente construído dentro do perímetro urbano dos municípios por onde passa.
Isso modifica todo um conceito de construção de uma rodovia. Enquanto outras rodovias são construídas passando por áreas rurais, sem os problemas de um centro urbano, o Rodoanel se depara em seu caminho com pessoas cujas casas terão que ser realocadas, os equipamentos de infra-estrutura transferidos, trajetos modificados, enfim, inúmeras interferências que exigem uma boa vontade tanto dos moradores como dos construtores.
Das dez rodovias a serem interligadas por todo o Rodoanel, cinco estarão conectadas ao trecho Oeste: rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhangüera e Bandeirantes. Essas rodovias absorvem 58% do total de veículos que passam pela Região Metropolitana, significando um total de 250 mil veículos/dia, dos quais 54 mil são caminhões. Quando o Trecho Oeste estiver completamente concluído esse quadro será minimizado, uma vez que ele responderá por 47,8% da carga que entra e sai da RMSP, correspondendo a 243,5 milhões de toneladas/ano.



A obra está sendo construída
dentro do perímetro urbano



Aliás, este trecho do Rodoanel, antes das obras era considerado o mais carente do sistema viário perimetral. Ele beneficiará diretamente a cidade de São Paulo e os municípios de Taboão da Serra, Embu, Cotia, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Santana do Parnaíba e indiretamente todos os municípios a oeste da RMSP. Terá como função primeira ordenar o tráfego de passagem das cargas provenientes do sul do país com destino a Mato Grosso, as do centro-oeste para o Porto de Santos. Além disso, facilitará o fluxo de deslocamento da zona norte para a zona sul da capital.
O trecho Oeste também vai auxiliar no desenvolvimento do sistema ferroviário, a medida em que estará ligando dois eixos ferroviários das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Às cerca de 2 mil famílias residentes no curso das obras do trecho Oeste, muitas vezes sem contar com condições adequadas de infra-estrutura, como saneamento e redes de energia, estão sendo oferecidas oportunidades de transferência para locais próximos. A idéia é permitir que essas famílias possam não só dispor de maior qualidade na infra-estrutura de habitação, mas também que continuem morando perto de seus locais de trabalho, de estudo e de suas comunidades.
Além dos benefícios já citados, o trecho Oeste levou grandes melhorias aos municípios atingidos pelo Rodoanel. Como medida compensatória, muitas obras, que não faziam parte do traçado do Rodoanel, foram realizadas. É o caso de Embu das Artes, onde está sendo realizado o alteamento das pontes sobre o rio Embu Mirim possibilitando a união entre as duas partes do município que é dividido pela Rodovia Régis Bittencourt. Taboão da Serra, por sua vez, deixará de ser rota de passagem; Osasco e Carapicuíba terão o tráfego melhor distribuído e com a canalização de córregos e a construção de reservatórios de controle de vazão das águas, deixarão de enfrentar inundações.




Em Carapicuíba, foram realizadas
reformas profundas



Em Carapicuíba, a parceria com a prefeitura permitiu reformas profundas no Parque Municipal dos Paturis. O parque ganhou dois novos campos de futebol; uma ampliação da área do lago; via marginal na área aterrada para atender ao tráfego local; bolsões de estacionamento externo; um total de 2 quilômetros de grades ao redor de toda sua extensão; remanejamento da pista de bicicross; terraplanagem de área para a realização de grandes eventos e reurbanização com plantio de árvores nativas. Os benefícios também chegaram ao município de Barueri, onde otimizaram o sistema viário com a conclusão dos viadutos José Pereira Sobrinho e Ibateguara.
Além disso, os viadutos Francisco Morato, Caieiras e Franco da Rocha passarão a ter uma saída estratégica pela Rodovia dos Bandeirantes, reivindicada há mais de 20 anos pela população. Para efeito de construção, a obra foi dividida em quatro trechos: Norte, Sul, Leste e Oeste iniciado em outubro de 1998 e com término previsto para o segundo semestre deste ano. O trecho Sul deve ser iniciado em 2003 com término previsto para 2005. Já os trechos Norte e Leste terão início em 2004 e término em 2007, de acordo com a estimativa da Dersa.
O custo total da obra está sendo estimado em R$ 6,7 bilhões, valor referente a obra propriamente dita, aos reassentamentos, às desapropriações e às obras complementares e compensatórias. Recursos do Governo Federal e do Estado de São Paulo estão financiando o empreendimento. Inclusive, para este ano, o montante prometido pelo Governo Federal para a obra é da ordem de R$ 160 milhões. Segundo o governo paulista, estes recursos “estão começando a chegar”. De acordo com o governador Geraldo Alckmin, R$ 32 milhões já foram disponibilizados pela União.
Toda a obra do trecho Oeste está orçada em R$ 756 milhões. Incluindo os gastos com desapropriações, o valor chega a R$ 1,220 bilhão.

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