Revista Cidades do Brasil

Anunciantes | Expediente | Representantes | Assinatura | Fale Conosco

Cidades do Brasil
 

Página Inicial
Fala Prefeito
Palavra do Ministro
Gestão de Cidades

Bastidores
Cidadania
Economia
Dia a Dia Brasília
Iniciativa
Cultura
Tecnologia
Saneamento
Turismo
Documento
Construindo
Geral
Contra Ponto
Meio Ambiente
Registro
Ponto a Ponto
Lançamentos
Educação
Entrevista
Crônicas e Curiosidades
Ponto Final
Suplemento

 

Saúde pública

No ranking de 191 países o Brasil está em 125º lugar, mesmo com os inúmeros projetos e campanhas em andamento

Dezembro/2005

Edição 68

 

A proximidade do verão aumenta o risco
de acidentes com a aranha marrom


A saúde é considerada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma condição de bem-estar físico, psíquico e social. A promoção da saúde depende das condições de habitação, lazer, salário, água, esgoto e uma série de outros requisitos e ações. No Brasil, esse problema está relacionado a um desenvolvimento urbano equivocado e ao problema da distribuição de renda, que é uma das piores do mundo.

Adib Jatene, ex-secretário de Saúde do estado de São Paulo e ministro da Saúde por duas vezes - durante o governo Collor e no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, opina que “apesar dos problemas, é preciso reconhecer que o setor de saúde se organizou no Brasil. Não tenho dúvida ao dizer que talvez seja o único do país com políticas públicas absolutamente claras e estabelecidas. O problema da saúde no país não é a ausência de recursos de alta tecnologia ou profissionais competentes, porque isso nós temos. O nosso desafio é oferecer o acesso à saúde principalmente às populações de baixa renda”.

Jatene levanta a questão a respeito de que os profissionais de saúde não moram onde vive a grande massa da população que necessita deles, enfatizando: “por quê? porque tivemos um desenvolvimento urbano equivocado, e então não existe diversificação profissional e social, principalmente na periferia das grandes áreas metropolitanas. É por isso que uma cidade do interior é muito melhor que a periferia das grandes cidades, pois lá existe diversificação profissional e social”.

A OMS, tendo como base a qualidade da saúde pública oferecida aos seus cidadãos, classificou o Brasil em 125º lugar no ranking mundial entre 191 países. Nessa lista, o País perde até para a Bósnia e Líbano e se iguala ao Egito. Esta realidade é diariamente comprovada pelas filas dos ambulatórios e hospitais públicos nas quais se acotovelam os que precisam de cuidados médicos.



Nas cidades do interior existe
diversificação profissional e social



Todavia, especialistas afirmam que o problema não decorre somente da falta de dinheiro, pois o Ministério da Saúde conta com um orçamento da ordem de R$ 26 bilhões, que é dividido entre os 6,5 mil hospitais integrantes da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Infelizmente todo esse investimento não impede que o cidadão acabe apelando até para o curandeirismo e outras práticas pouco recomendáveis (mães-de-santo, benzedeiras, garrafeiros etc.), para complementar o atendimento médico-hospitalar.

Todavia, não existem só desgraças. Alguns números são semelhantes aos de países desenvolvidos, como por exemplo os de que 92% dos estabelecimentos de saúde do país estão nos municípios como recomenda a OMS. O programa de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis, em especial da Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida (Aids, sigla em inglês, internacionalmente aceita), é reconhecido e imitado mundialmente por países com o mesmo perfil sócio-econômico. Em 1994 recebemos o certificado de erradicação da poliomielite. No ano de 1999, foram imunizadas 100% das crianças para tuberculose, 98,4% contra o sarampo e 93,6% contra a difteria, tétano e coqueluche, através de programas elogiados pela Unicef.

Mário Cândido de Oliveira Gomes, especialista em doenças infecciosas e parasitárias, destaca que “a saúde oferecida pelo Estado apresenta dois extremos: de um lado, números de fazer inveja ao primeiro mundo, como 0,9 tomógrafos por habitante, enquanto os britânicos 0,7. O Departamento de Urologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conta com o mais moderno bisturi elétrico do mundo e com um robô que atende a comandos de voz, equipamentos somente encontrados na Alemanha e Estados Unidos”.

Gomes salienta ainda que “o SUS tem milhões de defeitos, porém, apesar dos problemas e da vergonhosa classificação do Brasil no ranking da OMS, é fato que a qualidade da saúde do brasileiro melhorou muito na última década, permitindo prever, afastada a corrupção, a indolência e a má vontade de certos setores da saúde, um progresso ilimitado”.

Enquanto isso, o senador Osmar Dias (PDT-PR) denunciou recentemente no Congresso que “a arrecadação cresce, mas o governo investe cada vez menos” e ironizou, destacando que “se o governo não investe em saúde, em educação, não está cumprindo sua função social e deve ser desapropriado”.

O representante paranaense informou que os investimentos per capita em saúde são menores que há dez anos e que somente dez estados aplicam 12% de seus recursos na área, como manda a Constituição. Segundo o senador, no Paraná, considerado um “estado rico”, 70% dos municípios têm Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional.

O Brasil detém o índice de 0,9 tomógrafos
por habitante, enquanto a Inglaterra 0,7


Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) criticou a ausência de estratégias de médio e longo prazo do governo. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), por sua vez, disse que, dos R$ 2,5 bilhões previstos no orçamento de 2005 para investimentos em saúde, até agora não foram liberados sequer R$ 60 milhões.

A diversidade de informações dentro do contexto de saúde pública é enorme. Cidades do Brasil selecionou algumas dessas apreciações, destacando inclusive algumas doenças que têm se constituído em preocupação constante das autoridades médicas. Também enfoca o problema da aranha marrom, o Programa Saúde da Família, o Sistema Nacional de Vigilância da Saúde, a destacada participação brasileira em feira médica recentemente realizada na Alemanha, as células-tronco e a lei brasileira de biossegurança. Tudo no intuito de melhor informar os leitores.

Aranha marrom
Com a chegada do verão aumentam as possibilidades de acidentes com animais peçonhentos, principalmente com a aranha marrom. Por isso as secretarias da Saúde estaduais e municipais, onde há ocorrência desse tipo de acidentes, alertam e procuram orientar a população para tomar alguns cuidados básicos.



A arrecadação cresce mas o
governo investe cada vez menos



“É importante manter residências bem arejadas e principalmente evitar o acúmulo de qualquer material nos quintais de casa”, advertiu a chefe da divisão de Zoonoses da secretaria de Saúde do Paraná, Gisélia Rubio. Segundo Gisélia, os acidentes aumentam porque nas férias as casas ficam fechadas e a aranha prolifera.

Saúde da família
De janeiro a agosto deste ano, o número de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) aumentou 10,68% em relação a todo o ano de 2004, passando de 21.232 equipes para 23.499, até agosto deste ano. No mesmo período, os investimentos destinados ao PSF foram de R$ 1,6 bilhões. Com isso a população assistida chegou a 76,8 milhões de pessoas. A meta para 2006 é ter no Brasil pelo menos 27 mil equipes.

Outro crescimento significativo foi dos agentes comunitários de saúde, grandes parceiros do PSF, que hoje somam 202.581 agentes e prestam assistência à 5.213 municípios espalhados pelo país. Esses números se tornam ainda mais expressivos uma vez que, em 1994, data da criação do PSF, havia somente 328 equipes e apenas 55 municípios contavam com esses profissionais.

Vigilância de doenças
Aperfeiçoar e fortalecer o Sistema Nacional de Vigilância em Saúde. Essa é a proposta do projeto Vigisus II, que vai contar com um investimento de R$ 515,6 milhões até junho de 2008. Com esses recursos, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) pretende reduzir a morbimortalidade de doenças como a tuberculose e a hanseníase, por exemplo e os fatores de risco à saúde.



A saúde do brasileiro melhorou
muito nesta última década



O projeto é constituído por duas vertentes. Uma trata da vigilância em saúde no seu aspecto geral e a outra diz respeito à saúde indígena. Na primeira, existem diferentes áreas de atuação: controle de doenças, fortalecimento do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, fortalecimento da vigilância ambiental em saúde e promoção e realização de análise de situação de saúde.

”A diferença entre o Vigisus I e o II é que o primeiro financiou a estruturação da vigilância epidemiológica, tanto no ministério quanto nas secretarias estaduais e municipais de Saúde. Já o Vigisus II financiará não só ações de vigilância epidemiológica e de vigilância ambiental em saúde como também atividades de análise de informações para avaliação de tendências na saúde brasileira e tomada de decisões com base nos dados”, destaca Sônia Brito, coordenadora de Planejamento e Orçamento da SVS.

Raio X digital de última geração operando
no Hospital das Clínicas da Unicamp


Doenças
Anemia falciforme, hanseníase, gripe e aids são as quatro doenças a seguir comentadas neste especial, particularmente no aspecto do que o poder público está realizando com o objetivo de proteger a população.

Anemia falciforme
O Ministério da Saúde começou a executar o Programa de Atenção Integral aos Pacientes de Hemoglobinopatias, que vai beneficiar portadores de doenças como talassemia e anemia falciforme, esta última com maior incidência entre a população afrodescendente. Inédita no país, a iniciativa do ministério atende a uma antiga reivindicação dos movimentos negros.

No dia 19 de novembro, em Belo Horizonte, o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, entregou a primeira bomba de infusão para uso de quelante de ferro (medicamento que reduz o excesso de ferro na corrente sangüínea) para tratamento da Talassemia e da anemia falciforme.



Projeto Vigisus II receberá
investimentos de R$ 515,6 milhões



No total, o Ministério da Saúde adquiriu, em parceria com a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), 500 bombas de infusão, su-ficientes para atender à demanda atual dos pacientes de hemoglobino-patias. Para Minas Gerais, serão enviadas 50. Dois mil mineiros têm diagnóstico de anemia falciforme, sendo um dos estados com maior prevalência da doença.

Alguns pacientes de hemoglobinopatias adquirem elevada taxa de ferro no sangue, devido à grande quantidade de transfusões a que são submetidos. A bomba de infusão permite a adaptação de uma seringa que, ajustada ao corpo do paciente, injeta o quelante de ferro lentamente no organismo, facilitando o dia-a-dia do paciente e melhorando sua qualidade de vida. A distribuição das bombas será feita em regime de comodato para que o paciente possa utilizá-la em casa.

Hanseníase
As manchas na pele surgem lentamente e são facilmente confundidas com micoses. Mas, aos poucos, aqueles pontinhos brancos ou avermelhados vão ganhando maiores ò proporções. Os cremes não solucionam o problema e só então o médico, que deveria ser a opção para o paciente, é procurado.

Depois de alguns exames, surge o diagnóstico: hanseníase. O relato é um dos indícios de que a falta de informação e o preconceito dificultam o diagnóstico precoce e o rápido controle da doença. Conforme estabelecido pela OMS, quando se tem a prevalência de mais de um caso por grupo de 10 mil habitantes, a han-seníase é considerada um problema de saúde pública. No Brasil, há 1,71 casos. O país ocupa o 6º lugar no mundo em número de pessoas infectadas. A lista é liderada por Madagascar com 2,4.



Ministério adquiriu em parceria com
a Opas 500 bombas de infusão



A hanseníase é uma doença infecciosa causada por uma bactéria (bacilo) que atinge a pele e os nervos. A forma de contágio mais comum da doença é de pessoa para pessoa, pela via aérea, por pessoas infectadas e que não estejam em tratamento. Ao falar, tossir ou espirrar, o portador da hanseníase pode expelir a bactéria.

Até o final de 2005, o Ministério da Saúde pretende reduzir para um caso para cada 10 mil habitantes. Para atingir essa meta, o orçamento deste ano para as ações de combate à doença é de R$ 13,1 milhões, quase duas vezes maior do que o de 2004, que foi de R$ 7 milhões.

Gripe
O ministro Saraiva Felipe garantiu, recentemente no Rio de Janeiro, que o Brasil não vai ficar atrás de país algum em termos de preparação para uma possível pandemia de gripe.

Em entrevista coletiva, ele anunciou que não medirá esforços para proteger a população contra a doença. O ministro participou da abertura do Seminário Internacional sobre Gripe, que reuniu autoridades e especialistas estrangeiros para a troca de experiências sobre a preparação contra a doença. Saraiva Felipe explicou que o governo está investindo, num primeiro momento, R$ 260 milhões. A verba é aplicada na aquisição de 90 milhões de doses do antiviral Tamiflu, na prepararação do laboratório Butantan para fabricar a vacina contra a doença e na ampliação da rede de unidades-sentinela (o objetivo dessas unidades é dar o alerta a um eventual primeiro diagnóstico de gripe aviária).
 
”O recurso financeiro é adequado para o momento. Não tenho poupado esforços nessa direção. Mas, se chegarmos a ter uma pandemia com transmissão de gripe entre pessoas, esse valor é até minúsculo. Vou precisar de suplementação orçamentária e investimentos muito maiores, inclusive para garantir tratamento e assistência médica”, disse o ministro da Saúde.

”Sou epidemiologista e sanitarista. Nunca avalio o risco como pequeno. Prefiro pensar o pior e depois comemorar o não acontecimento. Mas estou me preparando para o pior. O Brasil não vai ficar atrás de país nenhum ainda que eu tenha que brigar por mais recursos”, acrescentou.

Testes do HIV realizados no Laboratório
Municipal de Saúde em Curitiba, Paraná


Dia mundial da Aids
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids deste ano teve como tema no Brasil a Aids e o racismo. Este tema foi escolhido partindo da perspectiva de que a população negra nunca foi alvo de campanhas de prevenção e ela representa 47,3% da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa representatividade aumenta quando é verificado que ela representa aproximadamente 65% da população de baixa renda. Por outro lado, cerca de 10 milhões de chineses podem ser contaminados com o vírus HIV até 2010, evidenciou a OMS ao cobrar mais vontade política dos governos asiáticos contra a Aids.



País tem o 6º lugar em número
de infectados pela hanseníase



Cerca de 5 milhões de pessoas foram infectadas em todo o mundo no ano passado, o que eleva a 45 milhões o número de pessoas vivendo com o vírus apesar das medidas de prevenção em vigor, segundo Shigeru Omi, diretor da OMS para a região do Pacífico Oeste.

“Sabemos o que funciona e o que não funciona. Então por que a ação necessária para impedir a difusão do vírus não está sendo adotada?”, disse Omi em nota preparatória para o Dia Mundial da Aids. “Por que a epidemia ainda está crescendo, ao invés de regredir?”

Na China, o HIV já chegou a todas as 31 províncias e regiões autônomas, sendo o uso de drogas injetáveis a principal forma de transmissão. Situação semelhante ocorre na Malásia e no Vietnã.

Omi pediu aos governos da região que avaliem os avanços no sentido de reverter a epidemia a partir de 2015, uma das chamadas Metas do Milênio da ONU, expressa também em uma declaração de 2001 da Assembléia Geral da ONU.

Kit de teste rápido para diagnóstico de HIV
é arma para impedir expansão da aids


“Essas promessas devem se traduzir em ações efetivas”, disse Omi. Com base nos dados da OMS, mais de 25 milhões de pessoas morreram do mal desde 1981. A doença é a principal causa de mortes de pessoas com idades de 15 a 49 anos no mundo. Ele afirmou que quase 1 milhão de habitantes dos países em desenvolvimento recebem atualmente a terapia anti-retroviral, mas que isso ainda está muito além da meta de oferecer o tratamento a 3 milhões de pessoas até o final de 2005.

Testes preliminares de uma vacina anti-HIV na Suécia reacenderam as esperanças de um tratamento contra o vírus sob a forma de uma vacina que contém DNA. O sucesso dos testes foi divulgado pelo Instituto Karolinska de Estocolmo, cujo comitê escolhe a cada ano o prêmio Nobel de medicina. Esta vacina experimental foi testada em 40 voluntários soronegativos, anunciou o instituto em um comunicado, por ocasião do Dia Mundial de Combate à Aids. “A vacina foi mais eficaz do que pensávamos, não descobrimos qualquer efeito colateral”, disse Eric Sandström, professor e responsável pelos testes clínicos.



São Paulo seleciona voluntários
para testar vacina contra o HIV



Os testes para novas vacinas são submetidos a um longo processo composto por três fases. Na primeira delas, a fórmula foi aplicada em um pequeno grupo de voluntários para avaliar seu risco e saber se ela provoca uma resposta do sistema imunológico. As últimas fases envolvem milhares de voluntários. Desde o aparecimento da doença, há 24 anos, uma única vacina, a Aidsvax, foi submetida às três fases de testes, mas fracassou na última. Já no Brasil, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por intermédio do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, iniciou a seleção de voluntários para teste de vacina contra o vírus HIV, causador da doença, com começo marcado para este mês ou janeiro. O objetivo do teste é avaliar principalmente a segurança do novo produto. Uma primeira etapa dessa pesquisa já foi desenvolvida em voluntários dos Estados Unidos e nenhum efeito adverso relevante foi constatado.

Medica 2005
As 43 empresas brasileiras do setor de equipamentos médico-hospitalares que participaram da Medica 2005, feira realizada em novembro no Centro de Exposições Messe, em Düsseldorf, na Alemanha, concretizaram negócios da ordem de US$ 10,3 milhões durante o evento. Foram mais de 3.400 contatos realizados com empresas compradoras que podem gerar, nos próximos 12 meses, mais US$ 17 milhões em contratos de exportação.

O balanço da feira foi realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), que promoveu em conjunto com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), a participação brasileira no mais importante e maior evento deste segmento no mundo.

Para Djalma Luiz Rodrigues, presidente da Abimo, das diversas feiras que o setor participou desde o início do projeto da Apex, essa foi a que mostrou melhor a consolidação da imagem brasileira no mercado externo.



Células-tronco
Elas representam uma chance para a descoberta de tratamentos para doenças incuráveis como mal de Parkinson, diabetes, lesões na medula e graves problemas no coração. As células-tronco embrionárias estão hoje no centro das atenções das pesquisas científicas do mundo.

No Brasil, o dia 2 de março de 2005 representou o início para o processo de estudos com esse tipo de célula. Com a aprovação da Lei de Biossegurança no Congresso Nacional, foi autorizada a manipulação de embriões congelados há mais de três anos nas clínicas de fertilização, que não seriam utilizados por não terem a capacidade de se desenvolverem em feto ou por serem excedentes.

Estima-se que existam cerca de 30 mil embriões congelados nas clínicas de fertilização assistida no Brasil. Para a realização de estudos com células-tronco embrionárias, a Lei de Biossegurança apresenta algumas restrições. Uma delas diz que os embriões só poderão ser usados por meio de doação, com o consentimento dos pais, e precisam estar congelados há mais de três anos. Não se permitirá o comércio desses embriões, nem sua produção e manipulação genética. Está vetada a clonagem humana.

Conscientização
Adib Jatene que, quando ministro da Saúde propôs a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), com o objetivo de aumentar a destinação de recursos para a Saúde, ressalta que “é preciso que o setor de mais recursos da sociedade venha participar – como, é bem verdade, já está participando. O sentido de responsabilidade social das empresas está muito presente no momento”.

O ex-ministro enfatiza que “precisamos criar a consciência de que o país não é de um governo: o país é nosso, e temos que cuidar dele. Esse sistema gera violência e estamos convivendo muito desconfortavelmente com isso. Temos que corrigir essas distorções, e somente nós somos capazes de fazer isso para que a solidariedade e a fraternidade estejam mais presentes e possamos ao menos conseguir segurança e paz”.

Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista concedida a emissoras de rádio destacou: “Peço todo dia que eu tenha saúde, que o povo brasileiro tenha saúde, que as coisas possam melhorar para todos nós”.

Home

 

Página Inicial | Fala Prefeito | Palavra do Ministro | Gestão de Cidades | Bastidores | Cidadania | Economia
Dia a Dia | Iniciativa | Cultura | Tecnologia | Turismo | Saneamento | Construindo | Documento
Geral | Contra Ponto | Meio Ambiente | Registro | Ponto a Ponto | Lançamentos | Educação
Entrevista | Crônicas e Curiosidades | Ponto Final | Suplemento
Anunciantes | Expediente | Representantes | Assinatura | Fale Conosco

Melhor visualizado na resolução de 800 x 600 pixels
Desenvolvido por Axios Tecnologia e Serviços